Atualmente nós sentimos
impotentes diante dos fatos e acontecimentos vivenciados em nossa sociedade,
violência, drogas, prostituição infantil, corrupção, miséria e outros males que
permeia o nossa vida cotidiana. Estamos vivenciando uma época onde os valores
morais estão foram deixados de lado, as famílias em sua grande maioria deixaram
de ser o lugar onde as pessoas aprendiam a valorizar a vida em toda a sua
plenitude, até a religião se tornou moeda de troca, quantas igrejas surgem
todos os dias a procura do ouro perdido dos necessitados que na sua busca
incessante de paz, de milagres e de um caminho enchem os bolsos dos falsos
profetas, que nada tem daquilo que Jesus
ensinou-nos durante seus trinta e três anos de vida terrena. Ah eu pergunto
onde foi para o amor, será que esquecemos que ele é uma das grandes dadivas do
Pai para conosco, pois hoje vemos uns matando os outros e achamos tudo isso
natural, ah o amor o quanto a humanidade esta precisando de ti, pois só assim poderemos
ver o que os nossos olhos existem em não enxergar. A vida pede socorro nas esquinas,
becos e vielas das nossas cidades, será que ainda vamos continuar vendo nossos
jovens se matando por rivalidades banais e por causa das drogas, será que ainda
vamos tampar nossos ouvidos pra não escutar a verdade, que clama dentro de nós.
Onde estão os bons samaritanos aqueles que veem o outro não como um obstáculo,
mas como um irmão um filho de Deus digno de amor e compaixão, e chegada a hora
de deixarmos transparecer em cada um de nós aquilo que do Pai recebemos, vamos
deixar que a vida seja realmente vida.
SINONIMO DE TRANSFORMAÇÃO. email. juventudeamigasaofranciscodeassis@hotmail.com
domingo, 25 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Festa de São José
Neste dia 19 de março a
Paroquia São José de Carinhanha comemorou a Festa de seu padroeiro nosso amado
São José, com a presença ilustre do Bispo Dom Cesar, Bispo da Diocese de Bom
Jesus da Lapa ao qual nosso paroquia faz parte, a festa foi comemorada com uma
missa solene Celebrada pelo Bispo Dom Cesar acompanhado do Pároco de nossa
Paroquia Evilasio e o padre Odinei vigário paroquial, e com grande participação
popular dos devotos de São José, com certeza todos saíram de lá agradecidos ao
nosso bondoso santo, afinal há dias nossa cidade sofria com a falta de chuva e
altas temperaturas a missa foi regada com uma agradável chuva, que com certeza
alegrou a todos os presentes. Que o bondoso São José interceda junta a Deus por
nossas famílias e assim como amou Jesus e Maria regue nossos corações com seu
santo amor.
sábado, 10 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Ser Santo.
O que é ser
santo como José, Maria, Francisco, Antônio e João. Ser santo é cultivar a fé na
certeza de um mundo melhor, ser santo é ser a luz que nunca se apaga, uma luz
que vive dentro de cada um de nós, ser santo é amar “amai uns aos outros com o
mesmo amor que o pai que esta no céu vos ama” ser santo é doar a vida em prol
do próximo, pois disse São Francisco de Assis é “dando que se recebe” irmão
doar não significa perde a vida, mas sim transmitir ao seu irmão aquilo que de
melhor você tem, ser santo é se
transformar, assim como São Paulo que passou de perseguidor a proclamar do
reino de Deus a todos os homens, ser santo é ter medo, mas nunca deixar de
lutar, mesmo que custe a sua própria vida, pois receberam do pai celestial a
missão de semear a sua palavra e seu reino que não tem fim, ser santo é aquele
que mesmo na duvida, ouve seu coração morada eterna do Criador.
O santo um dia
foi carne e osso como nós, viveu dilemas que todos nos passamos em nossas
vidas, mas nunca deixou de acreditar em algo maior, que através de simples
palavras não sou capaz de descrever, algo que há muito tempo vive em nós, desde
o dia da nossa criação, o santo é aquele que tem a certeza que o maior milagre
que pode realizar não esta em curar um enfermo, ou em restituir a visão ao um
cego, mas em mostrar a humanidade que a santidade esta em ver a vida além da
simples visão, esta em vê-la com os olhos do coração, esta em ver a presença do
pai celestial nas pequenas ações e na certeza de que o mundo só será melhor se
cada um fizer a sua parte, afinal os santos não mudaram o mundo, mas com
certeza deixaram seu exemplo.
terça-feira, 6 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A vida é feita de qualidades, defeitos e fraquezas
Todo ser humano é
dotado de qualidades, defeitos e fraquezas, sabemos que a perfeição é um dom
vivenciado somente pelo criador. Muitos de nos passamos pela vida sem saber qual
o seu real sentido, a vida é um constante aprendizado e neste aprendizado
desenvolvemos virtudes que denominamos às de qualidades, afinal ser caridoso, bondoso,
amigo, paciente e sincero são boas coisas que acolhemos para nós durante a
caminhada, mas também vivenciamos defeitos que muitas vezes insistimos em não vê-los,
por nos consideramos perfeitos. Nossa nem os apóstolos de Jesus eram perfeitos,
pois tinham um grande defeito a mania de grandeza e de poder que com o tempo
Jesus foi os ensinando que a grandeza não esta no seu lugar dentro de um reino,
numa empresa na igreja, mas das suas ações em prol do bem comum.
As fraquezas estas
sempre estão conosco, quem nunca pensou em desistir de algo em sua vida, que
nunca teve medo, quem nunca deixou de acreditar porque alguém que falou que seu
sonho é impossível, tudo isso faz parte da nossa vida, para nos mostrar que somos
falhos, e que por mais certeza que temos daquilo que desejamos, muitas vezes as
coisas do mundo nos fazem mudar de posição, de pensamento. A vida deve estar
centrada na certeza de que todos os dias aprendemos com as nossas boas ações,
com nossos fracassos e também com nossos erros, Deus nos deu a vida para
aprendermos a nos tornarmos o mais perfeito possível, sabendo que a perfeição
parte da simplicidade de coração e do amor irrestrito a Deus e ao proximo.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA 2012
“Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos
ao amor e às boas obras” (Heb 10, 24)
Irmãos e irmãs!ao amor e às boas obras” (Heb 10, 24)
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correcção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.
2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O facto de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a actual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a acção do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre actual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Novembro de 2011.
disponivem em, http://www.celebrando.org.br/formacao/mensagem-do-papa-para-a-quaresma-2012/
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