sábado, 16 de julho de 2011

OS TRÊS CONSELHOS.

Em um pequeno sitio que ficava longe isolado da cidade, morava um casal. Neste sitio eles viviam bem, mas seus suprimentos já estavam poucos, então o homem resolveu ir a cidade caçar trabalho, despediu de sua esposa onde a deixou com suprimentos que davam pra ela se manter por um bom tempo, era uma viajem de três dias. Chegando a cidade começou a trabalhar. Passou-se 15 anos ele longe de seu sitiozinho. No dia do seu regresso pra casa, o patrão que gostava muito dele chegou até ele e perguntou:
- você o q prefere, o dinheiro do seu serviço ou os três conselhos? O homem curioso pra saber que conselhos seriam aqueles respondeu:
- dei-me os conselhos.
Sendo assim o patrão pediu que outro empregado arrumasse o cavalo para a viajem desse homem de quem ele tanto gostara. Então o patrão disse:
Então vai o primeiro conselho "nunca em sua jornada desvie seu caminho ouvindo conselho de estranhos” segundo conselho “nunca por mais que seja grande a sua curiosidade não a alimente, ou seja, não seja curioso demais” terceiro e ultimo conselho: “nunca tome decisões precipitadas, antes de agir procure saber o que realmente acontece ou aconteceu”. O homem agradece o patrão despede-se e começa a sua jornada de volta. No cavalo em que o patrão dele havia mandado o outro empregado preparar pra viagem, tinha um alforje, quando já estava um pouco distante da cidade ele resolveu olhar o que levava em seu alforje, em um lado havia comida para viagem e no outro lado para sua surpresa havia um saco de dinheiro de todo trabalho de quinze anos que seu patrão mandará colocar.
Então o homem seguiu sua viajem. Lá mais distante encontra um cavaleiro que se mostrou muito simpático, o cavaleiro então diz:
- tarde! O homem então respondeu:
- tarde.
Cavaleiro: - pra onde o senhor tá indo?
Homem: - estou indo pra casa, depois de quinze anos fora, hoje retorno pra meu humilde sitio.
Cavaleiro: o que fazia tanto tempo fora de casa?
Homem: fui trabalhar.
Cavaleiro: já é quase noite e você tem que se hospedar.
Homem: sim, é verdade, mais logo a frente tem um vilarejo lá eu mim hospedarei, sei que seguindo por essa estrada logo chego lá.
Cavaleiro: ah! Mais se você for por ai irá demorar, vem comigo que eu sei de uma estrada que você vai chegar muito mais rápido.
O homem, por causa do cansaço já estava quase aceitando a ajuda do generoso cavaleiro, só que então se lembrou do primeiro conselho que seu patrão havia dito. “nunca em sua jornada desvie seu caminho ouvindo conselhos de estranho” o homem então diz: - muito obrigado mais vou seguir meu caminho, mesmo que demore sei que chegarei. Chegando então no vilarejo rumores de que muitas pessoas haviam desaparecido encontrou uma hospedaria onde se instalou. A dona da hospedaria chega até o homem e diz:
- de onde vens viajante? O homem então responde:
- venho da cidade, e continua: dona eu ouvi rumores de que pessoas estão desaparecendo, o que acontece?
A mulher: - ah! É que certo cavaleiro aparentando ser muito gentil oferecia ajuda as pessoas dizendo que conhece uma estrada mais rápida pra se chegar aqui, induzindo então a acompanha-lo, ele então levava as vitimas para uma estrada deserta e lá rouba e mata as vitimas. O homem ouvindo aquilo se lembrou daquele cavaleiro simpático com quem falara.
O dia amanhece, e o homem retorna a sua jornada, cavalga mais um dia e já à noite, chega até outro vilarejo, vai até a outra pousada chama, e o dono da pousada demora a abrir a porta, faz varias perguntas para saber quem batia a sua porta, com muita insistência o homem se hospeda lá, só que ele nota que os habitantes daquele vilarejo só viviam com as portas fechadas na pousada ele viu que a porta tinha muitas trancas. O dono da pousada leva-o até seu quarto e diz a ele: - quando entrar não abra a porta por nada e feche-a bem. O homem não deu tempo nem de perguntar ao dono da pousada o porquê daquela alerta, pois o mesmo entrou na pousada e novamente a trancou com todas as travas que a porta tinha. Lá pro meado da madrugada o homem escuta barulhos de correntes arrastando e uma voz de homem gritando desesperado por socorro, o homem então olha pela brecha da janela tentando ver quem precisava de socorro e ninguém propôs a ajuda-lo. Não tendo sucesso, foi até a porta para abrir e ajudar a pessoa que pedia socorro, sua curiosidade estava cada vez mais aumentando, quando ele levou a mão nas trancas da porta para abri-la lembrou do segundo conselho: “não seja curioso demais”. Então ele voltou e deitou-se. Quando o dia amanheceu o dono da pousada foi até o quarto onde o homem estava hospedado pra surpresa dele o homem ainda estava lá, então ele pergunta para o hospede:
- você com certeza não abriu a porta, Você deve ter ouvido uns gritos de socorro e o arrastar de correntes? O homem então diz: - sim ouvi sim, o que ou quem era aquele que gritava e implorava por socorro? O dono da pousada diz: - aquele é um psicopata que anda por aqui toda noite, e todos os viajantes que hospedam aqui ele mata, pois quando ele grita, os viajantes abrem a porta pra ver o que é, e ele acaba matando por prazer. Você foi o único que ficou e amanheceu com vida. O homem então seguiu enfrente, cavalgou e acabou chegando a seu sitio ele desceu de seu cavalo pegou o saco de dinheiro colocou na costa e antes de entrar em seu sitio, ele avistou sua amada a quem havia deixado há quinze anos, sentada na varanda, seu coração alegrou-se, ele foi de encontro com sua mulher, só que antes de chegar perto dela, ele notou que um rapaz saiu de dentro do sitio sentou-se no colo de sua mulher e a mesma o beijava no rosto os dois trocavam carinho, ele escondeu atrás de uma arvore de tronco grosso próximo a entrada do sitio e ficou observando, não se contendo de ira deixou o saco do dinheiro ao chão e arrodeou e foi até um quartinho em seu sitio onde guardava suas ferramentas, pegou sua espingarda voltou pra detrás da arvore e com a arma em mãos mirou com firmeza naquele rapaz que estava no colo da mulher que amava, com grande convicção de que vai atirar. Antes de atirar lembrou-se do terceiro e ultimo conselho: “nunca tome decisões precipitada”, ele então baixa a arma e vai ao encontro de sua mulher com a cabeça baixa não acreditando porque sua amada tinha feito isso com ele. Ela ao avista-lo vai ao encontro dele com satisfação abraça-o e diz a ele: - essa foi minha companhia durante todo tempo em que você se ausentava, quando partiu eu estava gravida, esse é seu filho que estava louco pra conhecer o pai que tanto orgulha.
Por essa razão devemos sempre, em nossas vidas refletirmos, e quando necessário ouvirmos e lembrarmos de conselhos que pode salvar a nós e a quem amamos. Pense nisso!

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